Casos clínicos de endoscopia veterinária e colocação de próteses laríngeas Stening® em animais.
Stening® Veterinária
Endoscopia UMA
Endoscopia veterinária
Vet. María Cecilia Ricart
endovete@gmail.com · 15.5837.9215
Data: 17-05-2018
Profissional Solicitante: Dr. Hall, Pablo
Proprietário: Milani, Alejandra
Paciente: Nome: UMA · Espécie: Canino · Raça: Labrador · Sexo: fêmea · Idade: 10 anos e 10 meses
Estudo realizado: Laringo-traqueobroncoscopia
Procedimento realizado: colocação de prótese laríngea.
Relatório do estudo
Laringoscopia:
Mobilidade: paralisia laríngea (esta foi avaliada com laringoscópio com o mínimo plano anestésico no qual se conseguiu a inspeção).
Estrutura: cartilagens aritenoides conservadas. Cicatrização exuberante na zona das cordas vocais (cordectomia realizada há aproximadamente 1 mês e meio). Estenose subglótica.
Traqueobroncoscopia: Observa-se leve hiperemia da mucosa traqueal em todo o seu trajeto. Carina normal. Compressão extrínseca dorsal do brônquio cranial esquerdo que comprime aproximadamente 25% da luz. Com o consentimento da família e do colega que encaminhou, coloca-se uma prótese siliconada sobre as cordas. Explica-se que é um procedimento experimental, explicam-se as possíveis complicações esperadas da terapêutica; a família concorda, compreendendo os riscos. A paciente se recupera sem complicações imediatas: não se percebe estridor.
A paralisia laríngea é a incapacidade muscular de abduzir as cartilagens aritenoides durante a inspiração. Nos cães, a apresentação mais frequente é a adquirida, tem maior prevalência em raças grandes e gigantes com uma idade média de 9–10 anos. A etiologia costuma permanecer oculta. O tratamento tradicional é cirúrgico e seu objetivo é aumentar a abertura da glote. Apresenta-se uma alternativa terapêutica com a colocação de uma prótese laríngea (stent) siliconada fechada em um cão. Apresentação do caso: canino, Husky Siberiano, macho, 12 anos, apresentou-se à consulta no Hospital Escola, por episódios de dificuldade respiratória em situações de estresse ou esforço e mudanças de fonação. Ao exame objetivo geral e particular, encontrou-se como única anormalidade um estridor inspiratório. Suspeitou-se de paralisia laríngea e confirmou-se por laringoscopia. Diante do pedido dos proprietários de evitar a cirurgia, procedeu-se a realizar uma alternativa experimental em caninos (técnica similar à utilizada em patologias laríngeas em humanos) colocando uma prótese siliconada fechada.